O Visto D7 para Portugal é uma modalidade de visto de residência destinada a estrangeiros que disponham de rendimentos passivos estáveis, regulares e suficientes para assegurar a sua subsistência em Portugal. Trata-se de um dos instrumentos jurídicos mais utilizados por aposentados, pensionistas e titulares de rendas passivas, sendo uma via segura e planeada para quem pretende residir legalmente no país com qualidade de vida e previsibilidade.
Do ponto de vista jurídico, o Visto D7 estrutura-se na autossuficiência económica, não se confundindo com vistos de trabalho nem com regimes de investimento.
O que é o Visto D7 para Portugal?
O Visto D7 é um visto de residência concedido a estrangeiros que comprovem rendimentos passivos suficientes para viver em Portugal. Após a emissão do visto no país de origem, o titular entra em território português e solicita a respetiva autorização de residência, passando a residir legalmente no país.
O fundamento jurídico do D7 não é o exercício de atividade profissional, mas sim a existência de rendimentos passivos lícitos, regulares e estáveis, capazes de sustentar o requerente e o seu agregado familiar.
Quem pode pedir o Visto D7 em Portugal?
Podem solicitar o Visto D7, desde que cumpridos os requisitos legais:
- Aposentados e pensionistas;
- Titulares de rendimentos passivos estáveis, tais como:
- pensões;
- rendimentos de imóveis (arrendamento);
- dividendos;
- juros de aplicações financeiras;
- rendimentos de participações societárias;
- royalties ou rendimentos de propriedade intelectual.
É essencial que os rendimentos não dependam de trabalho ativo, ainda que remoto. Situações baseadas em prestação de serviços devem ser enquadradas noutras categorias de visto.
Qual a renda mínima para o Visto D7 em 2026?
Para 2026, a referência prática utilizada corresponde, em regra, ao valor do salário mínimo nacional português, atualmente em torno de € 920 mensais para o titular principal.
Para efeitos de reagrupamento familiar, considera-se normalmente:
- acréscimo de 50% do valor base para cônjuge ou companheiro;
- acréscimo de 30% do valor base por cada filho dependente.
A análise é sempre casuística, considerando a composição familiar e a consistência global do processo.
Quais tipos de rendimentos são aceites no Visto D7?
São habitualmente aceitos:
- aposentadoria ou pensão;
- rendimentos imobiliários;
- dividendos empresariais;
- rendimentos financeiros;
- royalties;
- rendimentos passivos provenientes de participações societárias.
Mais relevante do que a origem isolada da renda é a sua regularidade, estabilidade, licitude e suficiência para assegurar a subsistência em Portugal.
Requisitos formais para solicitar o Visto D7 em Portugal
Entre os principais requisitos, destacam-se:
- passaporte válido;
- formulário de pedido de visto;
- comprovativos de rendimentos passivos suficientes;
- extratos bancários compatíveis com os rendimentos declarados;
- comprovativo de alojamento em Portugal;
- seguro de saúde válido;
- certidão de antecedentes criminais;
- NIF português e, preferencialmente, conta bancária em Portugal;
- demais documentos exigidos pelo consulado competente.
A coerência documental é um dos fatores mais relevantes na apreciação do pedido.
Comprovativo de alojamento: um ponto crítico no Visto D7
O comprovativo de residência em Portugal é analisado com especial rigor, pois demonstra a intenção real de fixação no país.
São geralmente aceites:
- contrato de arrendamento válido (preferencialmente com prazo mínimo de 12 meses);
- escritura de imóvel;
- carta-convite, quando juridicamente adequada ao caso concreto.
Soluções meramente transitórias ou inconsistentes figuram entre os motivos mais frequentes de indeferimento do Visto D7.
Benefícios do Visto D7 em Portugal
O Visto D7 permite, entre outros benefícios:
- residência legal em Portugal;
- acesso ao sistema público de saúde;
- livre circulação no Espaço Schengen;
- reagrupamento familiar;
- acesso futuro à residência permanente;
- possibilidade de requerer a nacionalidade portuguesa, cumpridos os requisitos legais.
Ausências de Portugal e manutenção da residência
A autorização de residência pressupõe residência efetiva em Portugal. Ausências prolongadas, especialmente superiores a seis meses consecutivos, podem comprometer a renovação, salvo exceções devidamente justificadas.
Enquadramento fiscal de aposentados e titulares do Visto D7
Ao tornar-se residente fiscal em Portugal, o titular passa a estar sujeito à tributação da renda mundial, podendo, conforme o perfil, enquadrar-se em regimes fiscais aplicáveis a novos residentes.
A análise fiscal deve ser sempre prévia, individualizada e integrada com a estratégia migratória.
Resumo do Visto D7 para Portugal (2026)
- Base legal: rendimentos passivos
- Renda mínima estimada: € 920/mês (titular)
- Público-alvo: aposentados, pensionistas e titulares de renda passiva
- Exige comprovativo de alojamento
- Permite reagrupamento familiar
- Possibilita residência permanente e cidadania, cumpridos os requisitos legais
Conclusão
O Visto D7 para Portugal é uma solução juridicamente sólida para quem pretende residir no país com base em rendimentos passivos, desde que o processo seja estruturado com rigor técnico, documental e estratégico. A correta definição da renda e do alojamento é determinante para o sucesso do pedido.
No BFA Direito Migratório, atuamos com acompanhamento integral, por advogadas brasileiras habilitadas em Portugal e inscritas na Ordem dos Advogados do Brasil, aliando compreensão da realidade do cliente brasileiro à atuação integrada com profissionais contabilistas locais.
Fale conosco pelo WhatsApp: https://bit.ly/atendimentoBFA
Conheça as nossas avaliações no Google: https://g.page/r/CfYWOEL4RCCqEBA




